Quem usa o transporte público diariamente sabe o quanto é incômodo ter alguém tão próximo, ou até mesmo ouvir aquela cantada indelicada. Ainda que o modal seja classificado como coletivo, a proximidade excessiva ou o ato de constranger o próximo com palavras de cunho sexual são características evidentes do assédio; Quem é que nunca ouviu um relato sequer de assédio dentro do transporte coletivo ?! Pode ser no ônibus, no metrô, ou até mesmo nos trens do Subúrbio Ferroviário. Seja uma "encoxada", "uma sarrada" (adjetivos populares que caraterizam a proximidade excessiva entre pessoas desconhecidas), quem passa pela situação, muitas vezes prefere não lembrar, pois isso ocasiona uma sensação de pânico sempre que a vítima necessita retornar ao local onde sofreu o constrangimento. Não sabemos ao certo qual é o perfil procurado pelo assediador que usa o transporte público. As vítimas, na maioria das vezes, são mulheres; quando do sexo masculino, geralmente o crim...